sábado, 14 de agosto de 2010

Carta enviada ao MEC pelos alunos prejudicados.

Joinville, 13 de agosto de 2010


Ao Ministério da Educação


Somos estudantes da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/ Ielusc, sediada em Joinville, Santa Catarina. Estamos nos graduando no Curso de Comunicação Social, com habilitações em Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Elaboramos nossas monografias no primeiro semestre de 2010 e tínhamos nossas bancas avaliadoras agendadas para a semana entre os dias 09 e 13 de agosto. Porém, fomos surpreendidos por uma violenta interferência da direção geral da instituição no processo pedagógico da apresentação de trabalhos de conclusão de curso. No dia 06 de agosto a apresentação das pesquisas foi adiada sem nenhuma explicação aos alunos. No dia 11, a direção geral comunicou a dois professores avaliadores e dois professores orientadores que esses estavam “desconvidados” a participar de nossas bancas.

De acordo com o coordenador de ensino superior do Ielusc, pastor Leandro Otto Hostätter, a justificativa dessa decisão arbitrária é de que o diretor geral da instituição, pastor Tito Lívio Lermen, sentiu-se ofendido por esses professores. A atitude seria uma retaliação a uma carta aberta à comunidade do Bom Jesus/Ielusc, subscrita por 19 ex-docentes – entre eles os dois avaliadores convidados. Os dois professores orientadores destituídos acompanharam seus alunos por todo período de formulação do trabalho e foram demitidos no final do primeiro semestre de 2010.

Ao todo, seis alunos tiveram suas bancas prejudicadas e outros nove, cujos professores foram mantidos, adiadas. A uma semana da nova data agendada, a direção do curso ameaça indicar unilateralmente a reposição dos professores faltantes no grupo avaliador e mostra-se intransigente em todas as tentativas de diálogo com alunos, professores e coordenação dos cursos. Tememos pela conclusão de nossos cursos.

Perguntamo-nos como seremos avaliados sem a presença de nossos orientadores, responsáveis, junto a outros dois avaliadores, pela composição da nota final de nosso trabalho. O orientador é o responsável e o único capacitado para avaliar o empenho do acadêmico ao longo do trabalho, seu interesse pelo assunto e pela atividade intelectual, o grau de aprendizado e de aprimoramento pessoal e intelectual revelado entre o início e o fim do trabalho, a constância no contato com o orientador, o respeito ao cronograma, etc.

Em relação à decisão do diretor geral sobre os avaliadores, consideramos uma afronta ao projeto pedagógico do curso de Comunicação Social. O Regimento para monografias do curso é claro a respeito da possibilidade de convidar professores de outras instituições para as bancas avaliadoras.

A escolha desses avaliadores é empreendida de forma consensual entre aluno e orientador que, ao final do semestre, informam à coordenação de monografias. Os nomes dos avaliadores escolhidos por nós constam, inclusive, no protocolo de entrega dos trabalhos, o que ocorreu no dia 14 de julho. Essa prática consolidou-se como instrumento para a qualificação do debate e o estímulo à criatividade nas interpretações dos textos. Agora, tal direito nos é cerceado.

Diante disso, recorremos ao MEC e pedimos a imediata intervenção nesse processo.


Certos de sua atenção e compreensão com relação ao curto prazo de que dispomos para a resolução dessa situação, aguardamos resposta.


Francine Hellmann

Estudante Jornalismo

(avaliador vetado)


Ana Carolina da Luz

Estudante Jornalismo

(avaliador vetado)


Carolina Wanzuita

Estudante de Jornalismo

(banca adiada)



2 comentários:

Fran Hellmann disse...

A Carta foi assinada ainda por

Camila C. Prochnow
Estudante de Jornalismo
(banca adiada)

Fabianna Motta dos Santos
Estudante de Publicidade e Propaganda
(orientador vetado)

Ariadna S. Straliotto
Estudante de Jornalismo
(banca adiada)

Rafaela Mazzaro
Estudante de Jornalismo
(banca adiada)

Diretório Acadêmico de Comunicação Social Cruz e Souza

16 de agosto de 2010 07:23
Rafael A. Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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