quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Carta do professor Jacques Mick sobre o veto nas bancas de monografia

Florianópolis, 12 de agosto de 2010.

Para Diretório Acadêmico Cruz e Sousa


Fui comunicado na noite de terça-feira, pelo coordenador de ensino superior do Ielusc, p. Leandro Otto Hofstätter, que por ordem do diretor geral, p. Tito Lívio Lermen, minha participação na banca da monografia “O pecado original do PT: A constituição do Partido dos Trabalhadores em Joinville”, da aluna Francine Hellmann, do Curso de Jornalismo do Bom Jesus/Ielusc foi unilateralmente cancelada.

Leandro justificou a decisão arbitrária e desrespeitosa com um argumento inaceitável: o
cancelamento é uma retaliação de Tito à minha participação na carta aberta à comunidade do Bom Jesus/Ielusc, subscrita por 19 ex-docentes. Tito avalia que, ao endossar críticas que o atingem diretamente, eu teria quebrado a “confiança” que ele teria em mim – e, por tal razão, determinou que eu não mais participasse da banca.

Há muito a dizer sobre os significados da ação de Tito. Como pontos de partida, tomo o projeto político pedagógico do curso de Comunicação Social e o plano de desenvolvimento institucional do Ielusc – dois documentos que perderam o sentido, à luz da decisão do diretor geral.

Ironicamente, um dos valores da instituição é a “alegria em recriar e ressignificar o espaço de diálogo humano”. A censura de que fui vítima, evidentemente, é a negação do diálogo. Não é um problema menor. O documento que consolida a política educacional da IECLB afirma, textualmente, que “um dos princípios da dignificação do ser humano é o respeito à sua individualidade. [...] [D]eve-se salvaguardar o direito à individualidade e promover a autonomia de pensamento, que consiste na capacidade de reflexão crítica, no discernimento e na tomada de decisões. A relação entre educador e educando acontece através da experiência dialógica, que é caracterizada pelo saber ouvir, pelo respeito mútuo, pela cumplicidade e pela criticidade. Essa relação não precisa se dar necessariamente no nível do mesmo conhecimento, mas, essencialmente, no acesso às condições dignas de viver em sociedade e de experimentar e produzir conhecimento.”

A decisão de Tito despreza o projeto pedagógico do curso de Comunicação, construído coletivamente durante muitos anos pela maioria dos professores. A participação de professores de outras instituições em bancas de avaliação de TCCs consolidou-se como instrumento para a qualificação do debate e o estímulo à criatividade nas interpretações dos textos. Momentos
memoráveis na história do curso estão relacionados a tais participações, em bancas assistidas por dezenas e, mais raramente, mais de uma centena de alunos. O ato violento de Tito demonstra a incapacidade do diretor geral de compreender o espírito que orienta o PPP, que combina o respeito à tradição dos saberes na área de conhecimento a um modo singular de apreender o inesperado:



Contemplar o desafio da aventura no âmbito mais geral dos acontecimentos
imprevisíveis é procurar responder à dimensão que articula este projeto pedagógico:
o acontecimento é aquilo que advém muitas vezes inesperadamente. Saber lidar com
os acontecimentos é tarefa difícil, mas absolutamente urgente como utopia
acadêmica.

Esse desafio se expressa de duas maneiras. A primeira, quando os cursos são forçados, pelas circunstâncias ou contextos, a dar respostas a problemáticas que lhes são exteriores por delimitação institucional. Trata-se de procurar ser digno daquilo que acontece. Os problemas da fome, do analfabetismo, da cidadania, ou mesmo uma violência, um susto, uma obra de arte que apareçam, exigem reconfigurações maleáveis do aparelho curricular da tradição para dar conseqüência à missão universitária. O que daí advém é a criação de uma Universidade que está em devir.

A segunda maneira é esta da aventura propriamente dita, em que a Universidade não apenas responde aos acontecimentos fazendo-os proliferar, mas também os produz. Segundo Derrida, a Universidade é um lugar de discussão incondicional, onde o que importa é fazer com que algo aconteça, um lugar onde nada está livre de questionamento (2003:15-18). Nesta perspectiva, os cursos do Bom Jesus/Ielusc não são um simples lugar de preparação, mas um lugar de exercício de relações éticas baseadas nos princípios de cidadania. É claro que os papéis que o aluno experimenta em sua trajetória acadêmica não são os mesmos que vivenciará no exercício profissional, mas desde o lugar de aluno ele pode – e deve – experimentar relações de busca, de dedicação, de realização e mesmo de disputas por idéias e por suas concretizações.




Bastaria a referência a “um lugar de exercício de relações éticas” para opor o PPP ao diretor geral.

A decisão de Tito me magoa porque é um desrespeito à aluna (e por extensão a todos os alunos) e à orientadora (e por extensão àquela parte do corpo docente que luta para defender a integridade do PPP). Compor uma banca com avaliadores rigorosos e críticos era um direito do aluno e de seu orientador; a liberdade dessa escolha foi solapada autoritária e desrespeitosamente por Tito. Creio que alunos e professores não irão admitir passivamente esse tipo de violência, que atinge frontalmente a autonomia pedagógica. Combatê-la é uma ação educativa, de afirmação da cidadania, de reiteração de convicções – e é fundamentalmente por isso que escrevo este texto.

Interpreto a decisão, por fim, como um desrespeito pessoal – nos nove anos em que trabalhei no Ielusc, orientei 40 alunos em seus trabalhos de conclusão de curso, participei de mais de 30 bancas como avaliador, publiquei um livro e artigos em livros e revistas na condição de professor da instituição. Divergi muitas vezes de Tito, em privado e em público; apesar disso, cooperei (como, aliás, é de cooperação o espírito da carta aberta dos ex-docentes).

A decisão de Tito revela que cometi um engano. Sempre o considerei um gestor de limitadas competências, incapaz de transmitir a seus colegas de direção as orientações elementares necessárias a que fizessem seu trabalho – mas nunca achei que Tito fosse incapaz de entender e respeitar o que é próprio do ambiente acadêmico: a diferença, a divergência intelectual. Durante o semestre em que fui diretor interino do curso de comunicação, em 2004, lembro que me surpreendi pela falta de informações elementares para que pudesse tomar as decisões inerentes ao cargo: qual deve ser a composição ideal do corpo docente quanto à titulação e carga horária? Qual o valor máximo que a folha de pagamento deve consumir? O que priorizar? Onde e por que reduzir despesas? Trabalhar com Tito, durante aquele semestre, foi semelhante a tripular um navio sem capitão. Achei, no entanto, que as competências limitadas tinham como horizonte apenas esse aspecto – o da gestão – e que haveria, da parte dele, compromisso com a constituição de uma instituição acadêmica de alto nível. Eu estava claramente enganado.

Lamento também a falta de dignidade em que estão mergulhados Tito e seus subordinados diretos. A decisão do diretor geral me foi comunicada por telefone, por um coordenador de ensino aparentemente envergonhado do que fazia. Perguntei a Leandro se ele concordava com esse absurdo – ele esquivou-se atrás das ordens superiores. Desde a leitura de Hannah Arendt do
julgamento de Eichmann, sabemos que esse é o tipo de argumento que endossa a banalidade do mal. O burocrata não sente culpa pelo holocausto (neste caso, pela censura) – ele não vê nada além da hierarquia e da norma.

A retaliação a que fui submetido é um sintoma – um corpo se decompõe. Sei que as instâncias
superiores do Ielusc acompanham as mudanças de gestão impostas desde o início do ano (às quais não preciso me referir, já que a carta aberta o faz plenamente). Nesse contexto, como será interpretada por tais instâncias a decisão de Tito de censurar a composição das bancas? Será ela vista como algo que corrobora a incompetência de Tito para seguir à frente do Ielusc? Ou será legitimada, e o Ielusc será, doravante, pouco mais do que uma escolinha – a escolinha dos amigos do pastor Tito, daqueles que dele não divergem? A segunda alternativa recriaria o tipo de obscurantismo combatido por Lutero – mas estou certo de que Tito tampouco age sob a perspectiva religiosa. O que o motiva é uma mistura do rancor mais vulgar com o provincianismo, a vaidade, o apego miserável ao cargo ou ao salário.

Creio que o DACS saberá dar ao tema a importância que merece. Fiquem à vontade para dar a esta carta a visibilidade que julgarem mais adequada.


Atenciosamente,

Prof. Dr. Jacques Mick

20 comentários:

Anônimo disse...

.

12 de agosto de 2010 17:58
Thiago Seco disse...

Clap clap. Sem mais.

12 de agosto de 2010 21:08
Anônimo disse...

"...como será interpretada por tais instâncias a decisão de Tito de censurar a composição das bancas? Será ela vista como algo que corrobora a incompetência de Tito para seguir à frente do Ielusc? Ou será legitimada, e o Ielusc será, doravante, pouco mais do que uma escolinha – a escolinha dos amigos do pastor Tito, daqueles que dele não divergem? A segunda alternativa recriaria o tipo de obscurantismo combatido por Lutero – mas estou certo de que Tito tampouco age sob a perspectiva religiosa. O que o motiva é uma mistura do rancor mais vulgar com o provincianismo, a vaidade, o apego miserável ao cargo ou ao salário."

Como será que ele deve se sentir lendo estas críticas, que são embasadas na mais pura verdade? Não há nada de incoerente. As ações praticadas por Tito estão indo contra toda a essência dos nossos cursos, a essência do ensino superior e a essência luterana.

Tito. Humano, demasiado humano. Um pastor conhecido, de bigode admirável, mas ainda assim um humano, com todos os seus defeitos. Sim, e errar é humano. Mas com tantas críticas coerentes sobre seus atos nem parar para reavliá-los é, no mínimo, mesquinho. Principalmente por se tratar de uma instituição de ensino superior, ainda mais sendo luterana. Por Deus do céu! Como pode pessoas com tanto poder serem tão egoístas?

Postei no anonimato porque os mercená.. digo, administradores do IELUSC estão nos caçando efusivamente.

12 de agosto de 2010 21:18
Rafael A. Silva disse...

Ex-empregado é f*da...

Não importa a função, desde o que trabalha na produção até o diretor de uma empresa: todos saem falando mal, e cuspindo no prato que comeram.

Estes 'chororôs' só faz diminuir quem os escreve.

13 de agosto de 2010 01:37
Rafael A. Silva disse...

"O que o motiva é uma mistura do rancor mais vulgar com o provincianismo, a vaidade, o apego miserável ao cargo ou ao salário."

E o que te motiva p. Jacques Mick?

Difamação é crime. Como doutor, presumidamente uma pessoa esclarecida, devias saber disto.

13 de agosto de 2010 01:57
Guilherme Duarte disse...

Sábias palavras, mestre Jacques Mick!

E esse Rafael? Quem é? Deve ser mais uma ovelha do rebanho do Pastor Tito. Conformista é foda!

13 de agosto de 2010 09:02
Rafael A. Silva disse...

Ô calouro!

Os caras saíram da instituição e agora querem esculhambar, chutar o pau da barraca.

Ir na deles é se prestar ao papel de marionete deles.

13 de agosto de 2010 12:44
Anônimo disse...

Rafael A. Silva, qual a sua análise das mudanças que estão sendo conduzidas no Bom Jesus/Ielusc?

13 de agosto de 2010 13:59
Rafael A. Silva disse...

Minha análise é de que se trata de um processo de expurgo. Muito justo, a meu ver.

13 de agosto de 2010 15:36
Anônimo disse...

Há muitas formas de desqualificar esse debate sobre os rumos do ensino superior no Ielusc. Rafael Silva escolheu um dos mais rasos e superficiais, flertando com o maniqueísmo vulgar: tratar como querela entre "ex-empregado" x "patrão". Mas, o cara foi além: acusa de "marionetes" os/as estudantes que eventualmente vierem a concordar com o conteúdo dos textos publicados (desde a Carta Aberta assinada por 19 ex-docentes do curso de comunicação). Trata-se de uma atitude desrespeitosa e grosseira, que despreza a capacidade crítica e a inteligência dos alunos & alunas da instituição.

Interpretar de maneira torta o conteúdo da crítica contundente do prof. Jacques Mick faz parte do diálogo possível. No entanto, enxergar "difamação, esculhambação, cuspir no prato que comeu" e mais meia dúzias de lugares-comum com os quais Rafael tenta, em vão (e pela segunda vez) desqualificar seus interlocutores é algo patético. Devolvo a pergunta: o que motiva Rafael A. Silva?

Jacques tem sólida carreira docente e profissional - e é hoje um brilhante professor e pesquisador da UFSC. Pode-se divergir do que escreveu, com respeito e elegância. O debate sobre o futuro do Ielusc nos toca por tudo que a instituiçao representou (e ainda representa) nas nossas vidas - e de centenas de egressos. A polêmica contempla concepções distintas, do ponto de vista pedagógico, teórico, acadêmico, humano. Se vc tivesse vivido o período recente da ditadura militar, caro Rafael, não pronunciaria jamais a palavra "expurgo" (que de longe nada tem a ver com a censura imposta pela direção do Ielusc), que embalou sempre (independente da origem ideológica) as piores ditaduras e regimes totalitários, na história da humanidade.

Por último, o documento assinado por um grupo de estudantes, diretamente afetados pela censura da direção geral do Ielusc, é uma prova definitiva de sensibilidade, inteligência, caráter e coragem. "Evoé, jovens à vista".

Samuca

15 de agosto de 2010 06:24
Anônimo disse...

Um breve comentário:

Há muito tempo desisti de perder meu tempo com o aluno Rafael Silva. Em outras ocasiões ele demonstrou sua intenção, que é a de provocar. Apesar de ser algo que acho legítimo, gosto de responder quando a provocação é feita com elegância, estilo. Não é o caso.

Felipe Silveira

15 de agosto de 2010 13:23
Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Sou da mesma opinião que o Felipe.

O que me deixa chateado é não ver o Rafael (assim como outros alunos que pensam parecido) nas nossas reuniões e debates internos. No cado dele, parece que somente o aparato midiático assegura confiança no discurso.

Todas as críticas são bem vindas, desde que fundamentadas (de maneira teória e prática). Geralmente, os maiores devaneios surgem de mentes que nunca tiverem contato com qualquer tipo de movimento.

O que me preocupa é o fato destas pessoas tirarem o canudo do ensino superior sem nunca passar perto destas experiências. Eis, no Ielusc, mais uma falha neste filtro acadêmico e profissional.

Marcus V. Carvalheiro

16 de agosto de 2010 11:26
Rafael A. Silva disse...

É a mais pura dor de cotovelo de ex-empregado.

O Bom Jesus tem uns 100 anos, faça-me o favor. Menos, menos.

Querem se arvorar como legítimos analistas "dos rumos do ensino superior no Ielusc". Jura.

Atitude desrespeitosa e grosseira é afirmar que sem os 19 ex-professores, a Instituição fica entregue às moscas (conforme teor da primeira carta).

Isto é desrespeito com os professores (vossos COLEGAS - ou não?)que continuam trabalhando e com os alunos que continuam a se valer dos serviços do Ielusc.

PS: Felipe: "Há muito tempo desisti de perder meu tempo..." Sensacional! Gastar seu tempo me causa úlceras...

17 de agosto de 2010 17:50
Anônimo disse...

"O Bom Jesus tem uns 100 anos, faça-me o favor. Menos, menos."
Bom, o curso de jornalismo/publicidade vai fazer 11, e acredito que dentro desse tempo a maioria dos professores que assinaram a carta ajudaram, de alguma forma, a construir parte dele a formar muitos profissionais que atuam na área. Atitude desrespeitosa é a sua, Rafael A. Silva. Não por discordar da carta, mas por retrucá-la de maneira ofensiva. Perdeu a razão.
Atitude desrespeitosa e grosseira é mudarem as bancas de monografia quatro dias antes da apresentação, vetarem professores que já estavam lendo o trabalho e orientadores que nos acompanharam ao longo do processo acadêmico - os mesmos professores que ajudaram um dia a erguer o curso e o colocarem no ranking dos melhores de SC. Desrespeito com os acadêmicos e com o nosso trabalho. Obedecendo a sua lógica Rafael, podemos exigir sim, nós também pagamos pelo "serviço". Eu, pelo menos, quando pago alguma coisa, procuro optar pelo melhor.
Nem todos os alunos e professores que "se valem dos serviços" do Ielusc estão contentes com a atual situação e qualidade de ensino. Pergunte, pesquise, procure saber os projetos feitos e o que existia antes dessa palhaçada atual (sim, não consigo pensar em outra palavra). Depois faça uma comparação. Se você frequenta a faculdade irá perceber sem muito esforço que o clima de contentamento e satisfação não é percebido por lá.

Aliás, fale pra gente o que você defende tanto? E pergunto novamente: o que te motiva?

Carol Wanzuita

18 de agosto de 2010 10:10
Rafael A. Silva disse...

Minhas motivações.
Só lamento ter apenas uma vida para dar pela minha IES.

Pela oportunidade de me graduar num país com tamanhas desigualdades sociais, desigualdades essas que por vezes impedem que aquele menino de origens humildes, cheio de sonhos, possa alcançar seu objetivo: a realização profissional firmada nos conhecimentos adquiridos durante a fase universitária.

Engana-se quem pensa que os tais ex-professores, principalmente pela maneira como saíram, tem intenção de, daqui para frente, colaborar com a qualidade do ensino no Ielusc. Talvez no passado sim, mas por ora, não, definitivamente.

Pessoas vem e vão, mas as Instituições ficam.

PS: Minha insatisfação reside na falta de upgrade nos computadores disponibilizados aos alunos. Só.

18 de agosto de 2010 12:34
Samuel disse...

Caro Rafael,

Aqui fala um cabôco que saiu da beira de rio, no Oeste do Pará, para ser "gauche" na vida: sou um sobrevivente e posso falar, sem demagogia, de batalhar por um espaço na vida, respeitando os meus semelhantes e sabendo ouvir e aprender, com humildade. Fiz todo meu percurso na graudação e pós na UFSC e comecei meu aprendizado docente no Ielusc, a quem serei eternamente grato.

Você continua fazendo uma leitura torta (e forçada) da Carta Aberta dos ex-docentes da Instituição. Não há uma única "letra" afirmando que "sem os 19 ex-professores, a Instituição fica entregue às moscas (conforme teor da primeira carta)". Esta é mais uma ilação grosseira sua, que parece não ter argumentos pra o debate civilizado. E inventa o que bem entende... Tenha a santa paciência!

Nossa intenção ao assumir uma posição pública foi a de contribuir com o debate - e não reconheço em você alguém com autoridade para desqualificar esse gesto essencialmente verdadeiro. Fique à vontade para discordar, não para suspeitar de "segundas intenções". Isto é leviano de sua parte. Só para sua informação: o documento dos 19 ex-docentes será entregue, formalmente com assinaturas em papel, ao Sr. Vinícius Allage, presidente do Conselho Diretor do Bom Jesus/Ielusc, amanhã - e deverá ser encaminhado à apreciação daquela instância.

Sua insatisfação com "falta de upgrade nos computadores" é o retrato da futilidade. Leciono numa das maiores instituições públicas do país, a Universidade de de Brasília (UnB), e posso assegurar: a infraestrutura do Bom Jesus/Ielusc, na área de comunicação, é superior a tudo que temos aqui, em número de computadores e qualidade. Só agora, com a reforma financiada pelo programa REUNI, será possível fazer um segundo laboratório multimídia aqui na FAC (22 máquinas). Temos dois labs, pra mais de 800 alunos. Tá bom pra ti?

Ademais, quero reafirmar que nosso maior valor foi (e continua sendo) a qualidade do corpo docente, com o qual estamos unidos e solidários. Portanto, não me venha com a "lenga-lenga" de que "a grama do vizinho é mais bonita": temos no Ielusc um excelente projeto pedagógico, um quadro docente qualificado, um belíssimo quadro discente e boa infraestrutura. Se a Direção Geral parar de atrapalhar os estudantes podem alçar voos mui grandiosos na vida, na profícua parceria com seus professsores e professoras.

Saia do seu casulo e permita-se ler e refletir com precisão aquilo que teus interlocutores estão dizendo. É um singelo convite...

Samuca

19 de agosto de 2010 06:42
Rafael A. Silva disse...

"quero reafirmar que nosso maior valor foi (e continua sendo) a qualidade do corpo docente"

CONTINUA SENDO.
Agora fizeste Justiça aos colegas.
Não era bem assim o TEOR (sentido,etc.) daquela carta.
Consultei gente experimentada e a nítida impressão que aquele texto passava era de que "tinha saído a 'nata' e sobrado um leite aguado".

Isto foi o que mais me indignou, e me motivou a ficar sendo o ÚNICO contraponto aqui neste blog.

20 de agosto de 2010 08:13
Samuel disse...

Caro Rafael,

É torpe e vã tua tentativa de criar uma falsa dicotomia entre os ex-docentes e os atuais integrantes do quadro docente. Só um exercício leviano e doentio de hermenêutica seria capaz de encontrar uma única letra que se prestasse a avaliar a qualidade dos companheiros docentes do Ielusc. O texto foi escrito em português (do Brasil), não em sânscrito, nem javanês.

Como era teu último argumento, encerro aqui qualquer tentativa de dialogar contigo. Discodar é democrático. Fazer ilação e insistir é leviano. Como prática, que é o que fazes, passa a ser uma questão de caráter. Ou de ausência de...

Passar bem!

Prof. Samuel Lima

20 de agosto de 2010 11:58
Anônimo disse...

Rafael Silva é a demência encarnada. Sem mais, A Justiça, A Verdade e A Vida. Amém.

Jonas Trotta.

14 de dezembro de 2014 08:25

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