twitter twitter twitter twitter twitter
Mostrando postagens com marcador GT Ensino pesquisa e extensão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GT Ensino pesquisa e extensão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Semana é sua, o tema também pode ser seu!



Viver a faculdade além da sala de aula, esse é o objetivo da Semana Acadêmica que, este ano, traz você ainda mais para perto do evento que proporciona grandes experiências no universo acadêmico. É você quem decide o que quer ver, ouvir e discutir na SA 2011. Envie sua sugestão de tema entre os dias 02 e 15 de maio e ajude a organizar o espaço que vai debater a comunicação social. As cinco melhores sugestões serão selecionadas para uma enquete que definirá o tema da Semana.

É a sua vez de opinar sobre o que será discutido entre os futuros comunicadores. 

A Semana é sua, o tema também pode ser seu!

Participe também da reunião do DACS no dia 16/05 para escolher os cinco melhores temas que entrarão em uma enquete aqui no blog.

Obs: Comunicadores, sugiram o tema neste post.


Em função do problema ocorrido pelo blogger na última sexta feira, dia 13/05, disponibilizamos nosso e-mal e nas redes sociais para os alunos sugerirem os temas:


Temas sugeridos por e-mail:

- Comunicação alternativa e independente


- Comunicação pelo mundo


- Comunicação plural



Orkut:




Facebook: 






Leia Mais

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Manifestação nesta qunita-feira contra o aumento nas passagens




O prefeito Carlito Merss assinou o aumento da tarifa de ônibus no último dia 29. A tarifa aumentou 10,87%, indo para R$2,55. A tarifa embarcada custará R$2,90. Esses valores passam a valer a partir de 5 de janeiro.


A Frente de Luta pelo Transporte Público convida todos para manifestação no dia 6 de janeiro, às 18h, na Praça da Bandeira, contra mais esse aumento absurdo. Convide seus amigos, vizinhos, conhecidos; divulgue o cartaz por orkut, twitter, blog, facebook. Em Florianópolis, em 2004 e 2005, a participação da população barrou o aumento da tarifa. Em Joinville também é possível!

R$2,30 já é roubo!




















Leia Mais

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dica do Dacs

Você, que entrou na faculdade há pouco tempo, ou agora precisa de mais um empurrãozinho financeiro, fique ligado no Financiamento da Caixa. Esta é uma das oportunidades de auxílio do governo para os acadêmicos de instituições particulares. Fique ligado nos períodos de inscrição.


http://www3.caixa.gov.br/fies/

O Programa de Financiamento Estudantil - FIES é destinado a financiar, prioritariamente, a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

Após o atendimento prioritário aos cursos de graduação, havendo disponibilidade de recursos e autorização do Agente Operador do Programa, o FNDE , o FIES poderá financiar também cursos de mestrado e doutorado e cursos técnicos de nível médio.

Criado em 1999 para substituir Programa de Crédito Educativo – PCE/CREDUC, o FIES já beneficiou mais de 560 mil estudantes, com uma aplicação de recursos da ordem de R$ 6,0 bilhões entre contratações e renovações semestrais dos financiamentos.

A partir de 2005, o FIES passou a conceder financiamento também aos bolsistas parciais, beneficiados com bolsa de 50%, do PROUNI – Programa Universidade para Todos. Apenas para este público já foram realizadas mais de 9,2 mil contratações.
Leia Mais

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cinemateca Cultural Itinerante 25,26 e 27 de Novembro

Em parceria com o DACS e Bom Jesus/IELUSC





Mais informações:
Leia Mais

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Excursão para 29ª Bienal de Artes de São Paulo

Excursão para 29ª Bienal de Artes de São Paulo

Data: 04/12/10
Valor: R$ 80,00
Saída de Joinville dia 03/12 às 23h e retorno de SP dia 04/12 às 19h30.
Presença de guia na Bienal.
Informações e contato: bianca.btn@gmail.com OU (47) 9622 0626

Separar a arte da política, incentivar a criatividade e a reflexão são alguns dos temas abordados na 29ª Bienal de Artes de São Paulo. Serão cerca de 160 artistas do Brasil e do mundo expondo suas obras e criações num espaço amplo e liberto.

A bienal foi criada em 1951, sendo a segunda megaexposição de arte no mundo e primeira no hemisfério sul.
 O evento vem cumprindo, desde então, o papel de promover o intercâmbio cultural, estimular o circuito artístico local e divulgar a arte brasileira e o Brasil no exterior. O balanço de seus quase sessenta anos de atuação é amplamente positivo e admirado.

Para maiores informações: http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Paginas/default.aspx
Leia Mais

sábado, 6 de novembro de 2010

IELUSC + PUC + UNIVILLE = ?

O que você pensa deste "acordo"?




"No dia 28 de outubro de 2010, nas dependências do Centro Cultural Deutsche Schule, o Diretor do BOM JESUS/IELUSC – Sr. Tito Lívio Lermen, o Reitor da Univille – Sr. Paulo Ivo Koehntopp e o Sr. Hélio Guilherme Amaral da Associação Paranaense de Cultura – APC (PUC-PR) , mantenedora do Instituto Católico de SC e assinaram o Protocolo de Intenções entre estas Instituições de Ensino.

O protocolo tem por objetivo incentivar a cooperação mútua entre as Partes, em ensino, pesquisa e extensão, com a formação e intercâmbio de recursos humanos, assim como promover a execução de projetos em conjunto com estes fins, nas áreas de interesse comum e sem prejuízos de ações individuais e independentes para as Partes.

O BOM JESUS/IELUSC, que já havia assinado um termo semelhante há três anos com a UNIVILLE passa agora a ser também, parceiro do Instituto Católico de SC (PUCPR)."

Fonte: http://www.ielusc.br/portal/?MKT&NOT=1619



O que você pensa deste "acordo"?
Leia Mais

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Confira a programação completa da Semana Acadêmica

QUARTA-FEIRA - 20 de outubro


19h00 - Abertura com show stand-up de Bruno Vinícius
19h20 - Lançamento da revista Rastros.
19h40 - Duo de Violão Fávero & Bernardes

20h00 - CINEMA EM JOINVILLE
Debate com os cineastas Fabrício Porto e Rodrigo Falk Brum. Dois dos principais realizadores de cinema da cidade, um formado em jornalismo (Porto) e o outro em PP (Brum), vão debater sobre a produção de cinema local. Mediação de Jean Almeida, do Clube de Cinema.
Local: Anfiteatro

 

QUINTA-FEIRA - 21 de outubro


19h00 - SIMDEC
Palestra sobre o Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC) com o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Silvestre Ferreira. Com a participação de Alexandre Perger, estudante de jornalismo que escreveu um livro sobre o JEC e foi contemplado no edital.
Local: Salão da Comunidade


20h00 – DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
O famoso texto de Plínio Marcos na montagem joinvilense das companhias La Trama e Rústico Teatral. Logo após a peça haverá um debate com os atores sobre teatro e produção artística em Joinville.
Local: Anfiteatro



SEXTA-FEIRA - 22 de outubro
NOITE DAS OFICINAS
 

19h00 - Teatro
Oficina com o ator e diretor Samuel Kuhn
Local: Anfiteatro


19h00 - Grafite
Oficina com o artista Paulo Pincel
Local: A definir


19h00 - Lambe-lambe (Sticker)
Oficina com integrantes do Coletivo CHÁ
Local: Sala do Dacs


19h00 - Conto/Crônica
Oficina com o escritor Marinaldo Silva
Local: A definir


SÁBADO - 23 de outubro
FESTA COMUNICAÇÃO SOCIAL, MUITO PRAZER


Festa de encerramento da Semana Acadêmica, com open bar de vodca e refrigerante. Cerveja a preços módicos. Ingresso a R$ 15. Início às 21 horas.
Local: Bola na Rede Bar (antiga recreativa da Casan). Próxima à Arena Joinville.
Leia Mais

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Entidades promovem debate com candidatos ao governo de SC

Seis candidatos ao governo do Estado confirmaram presença no debate desta quarta-feira, dia 22, que será realizado na Ginásio da Univille a partir das 18 horas. O debate está sendo organizado pelo conjunto das entidades estudantis e direções da Udesc, Univille, Ielusc, FCJ e UFSC.

Veja o cartaz do evento:

Leia Mais

domingo, 5 de setembro de 2010

9ª Semana do Jornalismo abre inscrições para minicursos

Comunicadores, de 13 a 17 de setembro acontece, na UFSC, a 9ª Semana do Jornalismo. O DACS está elaborando uma pesquisa para participar do evento. Interessados devem entrar em contato com o diretório até terça-feira, através do e-mail dacs.praxis@gmail.com





9ª Semana do Jornalismo abre inscrições para minicursos

Fonte: http://www.semanadojornalismo.ufsc.br

Na próxima quarta-feira começam as inscrições para os minicursos da 9ª Semana do Jornalismo da UFSC, evento gratuito e aberto ao público que ocorrerá de 13 a 17 de setembro no Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Os minicursos acontecem nos quatro primeiros dias da Semana, das 8h30 às 12h. As inscrições serão feitas apenas pelo site, a partir das 14h de quarta-feira (8/09).
Leia Mais

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

IECLB responde a carta aberta

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil repondeu oficialmente o documento assinado pelos dezenove ex-docentes do Bom Jesus/Ielusc. Há, nessa singela resposta, a possibilidade do debate sobre a crise ser ampliado dentro de outras esferas.


IECLB nº 187445/10

Em nome do Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Dr. Walter Altmann, confirmo recebimento da “Carta aberta à comunidade acadêmica do Bom Jesus/Ielusc”. Como demonstra a relação dos destinatários, ela foi enviada às instituições e instâncias competentes para discutir a situação específica do IELUSC. A carta menciona diversos aspectos e momentos da instituição que precisam ser discutidos e avaliados.

É desejo do Pastor Presidente que a discussão chegue a um bom termo para o bem da instituição de ensino e da comunidade mais ampla apontada na carta.

Com saudações fraternas

Harald Malschitzky

Assistente da Presidência
Leia Mais

sábado, 14 de agosto de 2010

Carta enviada ao MEC pelos alunos prejudicados.

Joinville, 13 de agosto de 2010


Ao Ministério da Educação


Somos estudantes da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/ Ielusc, sediada em Joinville, Santa Catarina. Estamos nos graduando no Curso de Comunicação Social, com habilitações em Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Elaboramos nossas monografias no primeiro semestre de 2010 e tínhamos nossas bancas avaliadoras agendadas para a semana entre os dias 09 e 13 de agosto. Porém, fomos surpreendidos por uma violenta interferência da direção geral da instituição no processo pedagógico da apresentação de trabalhos de conclusão de curso. No dia 06 de agosto a apresentação das pesquisas foi adiada sem nenhuma explicação aos alunos. No dia 11, a direção geral comunicou a dois professores avaliadores e dois professores orientadores que esses estavam “desconvidados” a participar de nossas bancas.

De acordo com o coordenador de ensino superior do Ielusc, pastor Leandro Otto Hostätter, a justificativa dessa decisão arbitrária é de que o diretor geral da instituição, pastor Tito Lívio Lermen, sentiu-se ofendido por esses professores. A atitude seria uma retaliação a uma carta aberta à comunidade do Bom Jesus/Ielusc, subscrita por 19 ex-docentes – entre eles os dois avaliadores convidados. Os dois professores orientadores destituídos acompanharam seus alunos por todo período de formulação do trabalho e foram demitidos no final do primeiro semestre de 2010.

Ao todo, seis alunos tiveram suas bancas prejudicadas e outros nove, cujos professores foram mantidos, adiadas. A uma semana da nova data agendada, a direção do curso ameaça indicar unilateralmente a reposição dos professores faltantes no grupo avaliador e mostra-se intransigente em todas as tentativas de diálogo com alunos, professores e coordenação dos cursos. Tememos pela conclusão de nossos cursos.

Perguntamo-nos como seremos avaliados sem a presença de nossos orientadores, responsáveis, junto a outros dois avaliadores, pela composição da nota final de nosso trabalho. O orientador é o responsável e o único capacitado para avaliar o empenho do acadêmico ao longo do trabalho, seu interesse pelo assunto e pela atividade intelectual, o grau de aprendizado e de aprimoramento pessoal e intelectual revelado entre o início e o fim do trabalho, a constância no contato com o orientador, o respeito ao cronograma, etc.

Em relação à decisão do diretor geral sobre os avaliadores, consideramos uma afronta ao projeto pedagógico do curso de Comunicação Social. O Regimento para monografias do curso é claro a respeito da possibilidade de convidar professores de outras instituições para as bancas avaliadoras.

A escolha desses avaliadores é empreendida de forma consensual entre aluno e orientador que, ao final do semestre, informam à coordenação de monografias. Os nomes dos avaliadores escolhidos por nós constam, inclusive, no protocolo de entrega dos trabalhos, o que ocorreu no dia 14 de julho. Essa prática consolidou-se como instrumento para a qualificação do debate e o estímulo à criatividade nas interpretações dos textos. Agora, tal direito nos é cerceado.

Diante disso, recorremos ao MEC e pedimos a imediata intervenção nesse processo.


Certos de sua atenção e compreensão com relação ao curto prazo de que dispomos para a resolução dessa situação, aguardamos resposta.


Francine Hellmann

Estudante Jornalismo

(avaliador vetado)


Ana Carolina da Luz

Estudante Jornalismo

(avaliador vetado)


Carolina Wanzuita

Estudante de Jornalismo

(banca adiada)



Leia Mais

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Prêmio ACAERT



Olá comunicadores, para mostrar que o DACS não é só para criticar... Damos os parabéns para as alunas de Jornalismo do Bom Jesus/IELUSC que estão nas finais do prêmio ACAERT na categoria estudantil. S
ão elas:

Ana Paula da Silva
Camila Elizabeth Gonçalves
Jacqueline Rauter de Vasconcellos

Parabéns meninas!!

"Os vencedores das categorias serão conhecidos às 20 horas, do dia 13 de agosto, no Teatro Harmonia Lyra, em Joinville. O evento encerrará o 14º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão. A premiação é considerada uma das mais importantes do segmento. Este ano, foram inscritos 902 trabalhos, um recorde do Prêmio que é entregue a cada dois anos. Os profissionais de Rádio e Televisão receberão o Troféu “Microfone de Ouro”, assim como as agências e instituições de ensino com mais premiações." fonte: ACAERT


Leia Mais

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bora participar de mais uma reunião Tito?

Como esperado, o diretor geral do Bom Jesus/Ielusc participou apenas do início da assembleia da última segunda-feira (02). Em virtude de outro compromisso com a ACIJ, o diretor falou um pouco sobre a estrutura hierárquica da insituição e, logo, retirou-se do anfiteatro. Após a apresentação, os coordenadores mostraram para os estudantes alguns números vagos sobre as matrículas do segundo semestre, como maneira de justificar as últimas decisões da empresa, digo, instituição.

Apesar dos coordenadores tentarem terminar rapidamente a reunião, diversos alunos insistiram no debate. Como já diagsticado pelo diretório, os alunos criticaram a falta de comunicação da diretoria e coordenação, fato que gerou inúmeros boatos nas redes sociais. Os acadêmicos também exigiram que a coordenação mantenha um diálogo pleno com o corpo docente e discente. Foi exigido que aconteça mais reuniões do colegiado e apesar da coordenação solicitar um comitê que integrasse estudantes, professores e coordenadores, todos os presentes optaram por continuar com o comitê bipartite (professores e alunos).

O copor docente "coeso" citado pelos coordenadores não existe. Os estudantes não são cegos. Em um corpo de professores coeso, um profissional não fica sabendo que sua companheira de trabalho foi demitida pelo twitter, mas infelizmente, tem sido dassa maneira que as informações vem sendo repassadas para a comunidade acadêmica do IELUSC.

Falta comunicação, falta transparência e comprometimento com a vertente pedagógica do curso. Sim, existe a crise financeira, mas, não é por este viés que os estudantes e professores pretendem trabalhar. Que as contas sejam analisádas por uma empresa comprometida socialmente.

O que decidimos?

1) Que continuaremos com as conversas. Em colegiados, assembleias e reuniões do DACS. Serão bem vindos todos os estudantes, professores e ex-professores do curso.

2) Em um mês pretendemos redigir um documento com reclamações e alternativas para o sistema de ensino do curso. (O DACS precisa deste tempo mínimo para analisar com os estudantes as reais consequências das demissões e reduções de carga horária)

3) O Comitê Bipartite exigirá a transparência financeira e administrativa do curso.

Com o documento em mãos, exigiremos mais uma reunião geral com a diretoria. Desta vez esperamos que o diretor não arrume outro compromisso. Insistimos que o debate deve ser direto, sem mediações da coordenação.
Leia Mais

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O que queremos para 2010?

Nesta segunda-feira, o DACS receberá o diretor geral e o coordenador do ensino superior
para um debate sobre a atual conjuntura acadêmica do IELUSC. A data foi firmada pelo
DACS e pela própria instituição. O objetivo é transparecer as propostas dos conselho
diretor, do DACS e do corpo docente para os próximos meses.

O que queremos?

1º Maior transparência nas decisões
2º Criação de um conselho bipartite
3º Eficiência pedagógica e administraviva


Pretendemos montar um comitê bipartite, entre acadêmicos e docentes, para elaborar um
estudo sobre a atual situação pedagógica do curso. O mês de agosto será um período para avaliar as mudanças no curso e estabelecer discussões sobre estas análises. Para isso, precisamos que a diretoria se mostre consciente da importância da transparência sobre a situação. A partir desta reunião exigiremos estratégias pedagógicas e administrativas. Queremos que o corpo docente volte a ser um grupo unido. Mais importante que titularidades é um suporte para que estes profissionais atuem de maneira eficiente no Bom Jesus/IELUSC.

Local: Anfiteatro (IELUSC Unidade Centro)
Quando: Hoje (02/08)
Horário: 19h
Leia Mais

domingo, 1 de agosto de 2010

Informativo - ComunicaBeach 2010

No último final de semana, a AASB (Associação Atlética Segura Berenice) participou de uma reunião em Ferrugem (Garopaba). O encontro contou com representantes de aproximadamente 20 faculdades de Comunicação Social do Sul do Brasil. Foram decididos diversos pontos sobre a terceira edição do ComunicaBeach. O evento acontecerá nos dias 13, 14 e 15 de novembro.

A AASB pretende levar, no mínimo, três ônibus para o ComunicaBeach 2010. Para isso, diversas atividades serão elaboradas em conjunto com o DACS (Diretório Acadêmico Cruz e Sousa) durante os próximos quatro meses. Ainda nos próximos 15 dias estaremos fechando um pacote com os preços do evento. Já adiantamos que será em torno de 250 para o público em geral, mas os filiados da AASB terão desconto.

O evento esportivo terá vôlei de praia, futebol de areia, surf e mais uma corrida de aventura. Haverá duas festas open bar além de oficinas e atividades. Dentre as atrações principais já está confirmada a banda Monobloco, para trazer o clima de carnaval para os jogos. Também acontecerá uma gincana de integração entre as faculdades. Isso tudo, sem contar com as belezas naturais e as atividades praianas de Ferrugem. O pessoal ficará em pousadas, curtirá grandes festas além de aproveitar a praia em pleno verão.

Um dos destaques da reunião foi o envolvimento das faculdades ditas “pequenas”. O acadêmicos do IELUSC já organizam junto com a OPET, UEPG e Unicentro algumas atividades em conjunto. O quarto lugar da AASB no JUCS 2010 fez com que os alunos do IELUSC abrissem seus olhos para estes outros eventos. Uma das coisas que nos chamou a atenção é que o IELUSC é uma das faculdades mais bem estruturadas em questão de projetos para o evento. Não estamos muito atrás da PUC/UFPR/UEL.

Terça-feira acontecerá uma reunião geral da atlética no IELUSC, às 18h30, no quiosque. Pedimos para que todos os interessados participem. Esta é a oportunidade do IELUSC marcar sua posição, de um vez por todas, nos jogos de Comunicação Social. É bom lembrar que ficamos à 10 pontos da terceira colocação da geral do JUCS 2010. Imaginem nossos alunos organizados!

Eduardo Rodrigues e Marcus V. Carvalheiro – Integrantes da AASB presentes na reunião

Leia Mais

quinta-feira, 29 de julho de 2010

DACS convoca reunião com a Direção

A crise já não é novidade. Há mais de um ano, docentes e discentes enfrentam um desmantelamento no Curso Superior de Comunicação Social. Todos os textos publicados anteriormente neste blog refletem momentos deste enorme problema.

Durante as férias de julho, em uma reunião com o Coordenador Geral do Ensino Superior, Leandro Otto Hofstätter, foi acertado, por solicitação do DACS, que no dia 2 de agosto, os alunos ouvirão da Direção Geral do IELUSC as justificativas sobre os cortes e demissões. A assembléia acontecerá no anfiteatro da faculdade, às 19 horas. Também foi combinado, com Silvio Melatti e André Scalco, que todos os professores estarão autorizados a liberarem seus alunos para o encontro. (http://blogdodacs.blogspot.com/2010/07/sobre-e-reuniao-de-sexta.html)

Agora, voltando às aulas, o Diretório Acadêmico convoca os alunos de Comunicação Social para que esta reunião seja uma oportunidade efetiva de comunicação direta com os gestores do curso. Por algum motivo, a mediação entre os diretores e a comunidade acadêmica não vem gerando frutos nos últimos meses. Ruídos, boatos e desinformação são resultados provenientes desta falta de articulação.

Esperamos, ansiosamente, que esta reunião não seja resumida em uma apresentação de PowerPoint que retrate da concepção teológica do curso. Ao contrário, acreditamos que coordenadores e diretores serão capazes de informar, com clareza e transparência, a real situação dos cursos de comunicação.

Este será o primeiro momento em que a Direção Geral conversará com os acadêmicos do IELUSC. Sendo assim, esperamos que esta reunião também sirva para deslumbrar novos rumos operacionais e pedagógicos.

Neste momento, nada mais coerente para um curso de COMUNICAÇÃO, certo?
Leia Mais

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Carta aberta à comunidade acadêmica do Bom Jesus/Ielusc

A associação entre a tirania do dinheiro e a tirania da informação conduz à aceleração dos processos hegemônicos, legitimados pelo “pensamento único”, enquanto os demais processos acabam por ser deglutidos ou se adaptam passiva ou ativamente, tornando-se hegemonizados (Milton Santos, in “O país distorcido”, 2002: 91-92).


Há pouco mais de 15 anos, um grupo de educadores luteranos liderados pelo diretor geral da instituição, pastor Tito Lívio Lermen, decidia implantar o ensino superior no colégio Bom Jesus, em Joinville. É possível que nenhum dos pioneiros imaginasse o alcance e a ousadia daquele gesto, inspirado no caráter emancipatório conferido por Lutero à educação. A comunidade luterana decidia expandir sua ação de ensino, voltando-se para áreas sensíveis para a região Norte de Santa Catarina: a comunicação, a saúde, o desenvolvimento.
Nesse período, a instituição formou centenas de profissionais em ofícios fundamentais ao interesse público (enfermagem, jornalismo, publicidade e propaganda, educação física, turismo e nutrição). Os egressos do Ielusc prestam serviços essenciais à comunidade – e alguns deles já conquistaram destaque nacional por sua atuação. Outros prosseguiram na atividade acadêmica e se destacam no ensino e na pesquisa em Santa Catarina e em grandes universidades brasileiras.
Todo este patrimônio representado pelos egressos e materializado nos projetos pedagógicos dos cursos foi comprometido nas últimas semanas por conta de decisões temerárias tomadas pela direção do Bom Jesus/Ielusc – supostamente em nome da redução de custos e da sobrevivência comercial do empreendimento de ensino. Tais medidas prestam um desserviço à comunidade – que inspirou (e colaborou com) o vitorioso projeto de educação luterana – ao:
a) mutilar os projetos pedagógicos, alterando unilateralmente exigências curriculares, desrespeitando a história de concepção coletiva desses projetos;
b) precarizar a qualidade do ensino reduzindo cargas horárias, eliminando benefícios e demitindo arbitrariamente professores com maior qualificação e ampla experiência didática e profissional, alegadamente para restringir o custo com pessoal a 40% das despesas (percentual incompatível com a educação de qualidade);
c) gerir sob o tacão do autoritarismo e do temor, da humilhação e da falta de respeito aos professores e professoras;
d) desprezar as expectativas e as esperanças dos alunos, endossando uma concepção pedagógica que, submissa ao mercado, despreza ao mesmo tempo a história dos cursos, o compromisso luterano com a educação e a expectativa de autonomia à formação dos profissionais do Ielusc que, justamente, a comunidade de Joinville acostumou-se a esperar.

Como ex-docentes da instituição à qual servimos com zelo e profissionalismo, sentimo-nos no direito e no dever de manifestar nossa posição a respeito da aludida crise e das medidas arbitrárias tomadas para, supostamente, combatê-la. Não é a primeira vez que a instituição passa por situação semelhante e, como em 2005/2006, o corpo docente foi além da crítica. Naquele momento, aceitamos uma proposta do diretor geral da instituição, pastor Tito Lermen, para compor um Grupo de Trabalho representando os/as docentes do ensino superior para estudar e propor soluções aos problemas vividos pelo Ielusc. Obtivemos acesso a dados financeiros, sob o compromisso do sigilo, e produzimos um relatório profundo, com um conjunto de sugestões e propostas. A proposta global foi inteiramente ignorada pela Direção Geral.
Há pelo menos quatro anos, consultorias especializadas em ensino superior faziam avaliações (bastante onerosas, aliás) sobre os fatores estruturais que provocariam uma retração no mercado. Depois do boom representado pela mercantilização do ensino, conduzido pelo então ministro Paulo Renato de Souza no governo FHC, quando o setor cresceu sem critérios e qualidade, o momento posterior, em que nos encontramos, seria de fusão, extinção, encolhimento, incorporações. As megacorporações privadas de fato foram ao mercado de capitais e têm agido no mercado como aves de rapina.
A direção geral do Bom Jesus/Ielusc alega que o ensino superior da instituição está em crise financeira. Para uma análise mais fecunda e profícua da propalada crise, convém afastar, de pronto, qualquer menção à novidade ou surpresa: todos os atuais dirigentes – incluindo-se aí os gestores (coordenadores e diretores de curso) – têm ampla e antiga consciência das características desse mercado.
A contribuição que o Ielusc deu a Joinville nesses anos todos é incomensuravelmente maior que qualquer resultado contábil. Para citar apenas um exemplo: o mercado de comunicação é mais profissional, ético e competente do que dez anos atrás e isso se deve em grande parte à atuação permanente do curso junto à comunidade, combinada à ação dos egressos nas empresas e instituições sociais. As medidas tomadas recentemente comprometem ambos os pólos dessa atuação: tanto a capacidade dos cursos de refletir com autonomia sobre os campos profissionais, quanto a qualidade da formação dos egressos. As decisões da direção geral assemelham o Ielusc aos vendedores de diploma, aos mercadores da educação.
O momento exige diálogo, confiança, verdade e transparência. Sem a valorização do debate – que implica afastar o maniqueísmo do “Ielusc: ame-o ou deixe-o”, sugerido pelo atual coordenador de ensino superior –, as saídas serão cada vez mais arbitrárias e dissociadas do interesse público. A confiança entre direção, professores, alunos e comunidade pode ser reconquistada a partir do resgate do diálogo, sob a égide da verdade e da transparência. Trata-se de um gesto de grandeza ao alcance dos atuais gestores do Ielusc.
Nossas vidas profissionais foram marcadas, profundamente, pelos ensinamentos e vivências relacionados à instituição e à comunidade acadêmica do Bom Jesus/Ielusc. Por essa razão, submetemos ao diálogo as sugestões a seguir, que nos parecem importantes para pensar alternativas que garantam a preservação desse projeto tão caro ao interesse público e ao ensino superior em Santa Catarina e no Sul do país:

(1) Investir na qualificação do quadro docente;
(2) Não reduzir o alcance dos projetos pedagógicos de curso, preservando sua atitude crítica em relação ao mercado;
(3) Buscar parcerias na comunidade para que não faltem condições à prática do bom ensino (combinado com atividades de pesquisa e extensão);
(4) Investir em divulgação mais massiva dos cursos, na perspectiva de aumentar a procura nos vestibulares, a partir de parceria com o mercado publicitário e jornalístico da região;
(5) Criar uma Comissão de Negociação Tripartite, com base na transparência, na boa-fé e no respeito às partes representadas pelos docentes e discentes;
(6) Buscar parcerias estratégicas para romper o isolamento de uma IES que tem muita legitimidade e credibilidade públicas na região de Joinville, mas que precisa se fortalecer em conjunto com instituições de mesma natureza (comunitárias e confessionais) e no âmbito da Rede Sinodal.

Joinville (SC), 19 de julho de 2010.


Prof. Dr. Alexandre Rocha da Silva
Prof. Ms. Álvaro de Azevedo Diaz
Prof. Ms. Ângelo Augusto Ribeiro
Profa. Dra. Anny Liege C. Baggiotto
Profa. Dra. Cátia Inês Schuh Weizenmann
Prof. Ms. Edelberto Behs (ex-diretor do Curso de Comunicação)
Prof. Frederico Carvalho
Prof. Esp. Gastão Cassel
Prof. Ms. Gleber Pieniz
Prof. Dr. Jacques Mick
Prof. Dr. Juciano Lacerda
Profa. Ms. Lígia Mousquer Zuculoto
Prof Dra. Merli Leal Silva (ex-coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda e responsável pela implantação da Agencia Experimental de PP – AEP)
Prof. Ms. Orlando Ferretti
Prof. Dr. Pedro David Russi Duarte
Prof. Dr. Samuel Pantoja Lima (ex-diretor do Curso de Comunicação)
Prof. Sérgio Murillo de Andrade (presidente da Fenaj)
Prof. Ms. Silnei Scharten Soares (ex-coordenador do Curso de Publicidade)
Prof. Ms. Sônia Regina de Oliveira Santos (ex-coordenadora do Curso de Publicidade)
Leia Mais

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Alunos são barrados ao entrar no Bom Jesus/IELUSC

Ontem, quinta-feira, 15 de julho, foi o Dia Mundial do Rock. Este estilo musical ficou caracterizado por romper com valores morais de uma sociedade e criar novos paradigmas. Um estilo polêmico. E, ironicamente neste dia, houve uma ruptura com tudo o que eu julgo certo e ético exercida através de ações resultantes da atual postura adotada pelo Bom Jesus/IELUSC, para com os cursos de Comunicação.


O incidente ocorreu perto das oito horas da noite, ao tentar entrar na faculdade para pagar uma dívida a uma amiga (inclusive, proveniente de custos de materiais usados em disciplinas do curso) que se encontrava em aula. Para minha surpresa, o guarda da instituição, que, aliás, é uma pessoa que estimo muito e vice-versa, tentou me impedir de ter acesso ao recinto. Ele me barrou na entrada do estabelecimento alegando que alunos em situação de matrícula irregular estão impedidos de transitar pela faculdade no período noturno, podendo assim, transitar apenas no horário comercial, em que o setor Financeiro da faculdade funciona. Porém, com muito diálogo, ele acabou abrindo uma exceção e me liberando apenas nesta noite para eu entrar rapidamente e cumprir com as minhas obrigações pessoais. Incidente ultrajante que me faz pensar, qual o motivo desta sanção ao direito de ir e vir? Pressionar-me ao pagamento integral, à vista, da minha dívida para com a faculdade? Sendo que eu desejo quitar esta dívida a um bom tempo, mas venho tentando, sem sucesso, renegociar o pagamento em parcelas ao longo do ano. Poderiam alegar que o motivo para impedir a circulação seria segurança? Se pessoas circulam livremente para visitar a igreja, que fica no mesmo pátio que a faculdade, sem ter como serem identificadas, torna-se este um argumento sem sentido algum. Poderiam estar tentando impedir as reuniões dos grupos de trabalho do DACS (Diretório Acadêmico Cruz e Souza), que vem tentando cordialmente colaborar com estratégias e ações para manter a qualidade dos cursos de Comunicação, já que possivelmente este grupo não seja bem visto pelo conselho que decide as estratégias da instituição (ou, no mínimo, desconsiderado).


O fato é que isto foi uma situação muito constrangedora. Mais que isso, extremamente irritante. Quando questionei ao guarda como ele sabia da minha situação de matrícula, ele me confirmou o que eu já pensava: há uma lista de pessoas que estão impedidas de circularem pela faculdade durante o período noturno, pessoas que não estão com as matrículas completamente regularizadas.

“Eu sou seu amigo, não gostaria de fazer isto com você, mas foram ordens que recebi. Assim como você, há outros na mesma situação.”

Eu não fiquei nem um pouco chateado com o guarda da portaria, pois entendo a sua situação. Porém, fiquei muito, mas muito decepcionado com a política adotada pelo conselho que decide as ações da nossa instituição. Isto não é maneira de lidar com um aluno que está a cinco anos na faculdade, tentando concluir a sua formação, restando apenas a monografia para a conclusão.

Cada vez mais este discurso adotado nas aulas magnas, para os alunos ingressantes, parece ser balela para iludir as mentes virgens de ensino superior ...
“somos uma instituição comunitária confessional... não nos preocupamos com o lucro sobre o ensino, mas sim apenas em prestar uma educação de alto nível, exemplar.” (Vocês já devem ter escutado coisas do tipo nas aulas magnas.)

Balela! Usar o histórico de fundação do curso, ligado a princípios teológicos, para “embasar” uma política voltada exclusivamente para a qualidade do ensino, é revoltante para muitos alunos. É para mim. O que não quer dizer que eu não tenha fé. Pelo contrário, tenho sim muita fé, mas em primeiro lugar não acho ético associar a imagem de uma religião a um serviço privado prestado, mas já que isto acontece, que pelo menos fossem honestos na postura voltada a qualidade que dizem ter. Em momentos de crise, as medidas adotadas estão apenas cortando gastos em depreciação da qualidade do ensino e projetos de pesquisa e extensão. E isto não nos deixa felizes. Uma série de fatores faz o curso estar muito diferente do que era quando eu e outros alunos resolvemos nos matricular, cursar Comunicação Social no Bom Jesus/IELUSC. Somente esta queda na qualidade já nos faz sentirmo-nos trouxas, visto que assinamos contrato pensando ter uma qualidade e atualmente recebemos outra. E nos sentimos mais trouxas ainda quando somos tratados dessa maneira por nossa própria faculdade.
Se isto é uma faculdade comunitária confessional, baseada em princípios cristãos, tenho medo de pensar o que não é.

E que fique bem claro, que dentro das ordens dadas ao guarda da portaria, ele tentou ser o mais gentil possível comigo. Ficou visível que ele não estava nada feliz em me barrar. Seria injusto qualquer tipo de advertência a ele. Se alguém merece ser advertido, deveria ser quem proibiu a entrada de tais alunos.
Leia Mais

Resposta do Bom Jesus/Ielusc

Como resultado da nossa pressão, o Diretor Geral do curso elaborou uma carta e enviou para diversas listas e e-mails. A carta tem quatro páginas e apenas cinco parágrafos que tentam explicar a crise.

São pontos interessantes para debate, mas, ainda não justifica a crise.

Segue os únicos trechos importantes da carta, repletos de uma pretensão ilusória.

(Obs.: os primeiros 19 parágrafos falam apenas da concepção teológica do curso. É para rir ou chorar?)



...

Em face do cenário atual do Ensino Superior no Brasil, o próprio Ministério da Educação, prevendo dificuldades para as IES menores (faculdades) determinou através de Ofício Circular expedido pelo INEP no dia 13/05/2010, alterações de critério no regime integral, na exigência de titulação e no núcleo docente estruturante. Os três itens deixaram de ser “indicadores imprescindíveis” para avaliação de curso, em função de decisão da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES.

A incumbência para gerir a Associação Educacional Luterana BOM JESUS/IELUSC cabe à Diretoria Executiva, ao Conselho Diretor, ao Conselho Fiscal e à Assembleia Geral. Estas são as esferas nas quais se discutem e aprovam questões ligadas ao Planejamento Estratégico, Orçamento, Projetos e Planos, segundo atribuições explicitadas no Estatuto, no Regimento e nos Princípios Norteadores da Gestão Educacional aplicada no BOM JESUS/IELUSC.

Os relatórios financeiros, após aprovados pelo Conselho Diretor, são auditados por auditores independentes, fiscalizados por um Conselho Fiscal e publicado em jornal de circulação local e, finalmente, apresentados para aprovação da Assembleia Geral.
Coerente com o profissionalismo da gestão adotada, o BOM JESUS/IELUSC conta ainda com a assessoria da Fundação Dom Cabral, ligada à PUC de Minas Gerais, indicada como a 6ª no ranking mundial de Educação Executiva (segundo publicação do jornal inglês Financial Times no dia 24 de maio do corrente ano).

O cenário atual exigiu uma tomada de posição em relação à sustentabilidade do Curso de Comunicação Social. As diretrizes, ora em implementação, são válidas também para os demais Cursos.

A crise, quando surge, tem que ser tratada de forma criativa, dando outra ordem diferente e melhor, abrindo espaço para uma nova oportunidade.

...


Tito Lívio Lermen
Diretor Geral do BOM JESUS/IELUSC
Leia Mais

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um oi, um tchau e alguns esclarecimentos

Colegas,

Como sabem, fui demitido do Ielusc no dia 7 de julho. Face à crise do curso de Comunicação Social e à minha aprovação no doutorado, foi uma dispensa providencial e bastante vantajosa para mim, já que desde o ano passado eu havia decidido dar prioridade aos estudos em 2010. Minhas aulas no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da UFRGS começam em agosto, minha distância do Ielusc será cada vez maior e, por isso, esse é o momento de fazer minhas despedidas formais e aproveitar a ocasião para comentar algumas informações que passaram a circular desde a minha demissão.

Não é com absoluta tranquilidade e senso de dever cumprido que me despeço do Ielusc. Ao longo dos seis anos que trabalhei ali, tive o privilégio de conviver, discutir e construir na companhia de pessoas que me serviram de referência e de contraponto, colegas e amigos que me ensinaram a ter orgulho da profissão que escolhi e que me deram exemplos muito fortes de integridade, caráter, dignidade, erudição e competência. Pouco a pouco esse grupo de pessoas foi se diluindo, mas deixava como legado um curso de Comunicação Social bem fundamentado, denso e sério, focado em valores humanistas e numa perspectiva de formação crítica do cidadão, herança que eu e um pequeno grupo de professores ainda remanescentes consideramos ser mais uma responsabilidade que nos cabe assumir do que um tesouro do qual nos beneficiamos. É em respeito a esse projeto político e pedagógico que julgo exemplar, em consideração aos estudantes que serão prejudicados com a iminente queda na qualidade do ensino e em solidariedade aos bons colegas que resistem ao desmonte do curso que me retiro com a sensação de que meu trabalho ainda não está completo, de que o meu ciclo ielusquiano se encerrou prematuramente. Estava, sim, bastante entusiasmado com a possibilidade de restringir minha atuação a disciplinas da área da arte e da cultura (Estética & Arte e a optativa de Jornalismo Cultural que seria oferecida) e ciente do meu papel como representante da resistência docente à depreciação do curso a partir de justificativas financeiras. A sensação de que ainda há trabalho a ser feito se atenua com a demissão que me convém, mas não é de todo eliminada especialmente em função da gratidão que devo aos meus colegas, aos meus alunos e aos anos de ação e aprendizado que tive no convívio com eles.

Agradeço, portanto, a todos os bons colegas que integraram e ainda integram o corpo de professores e funcionários do curso comprometidos com a qualidade e o respeito à formação superior, gente feita de fibra rara e espírito desprendido, que se reconhece pelo olhar e que se respeita mesmo quando diverge. Agradeço aos incontáveis bons alunos que tive o prazer de ter à minha frente e que me ensinaram a gostar do que faço e a fazê-lo com cada vez mais dedicação. Agradeço, sobretudo, a todas as oportunidades que criamos para trabalhar juntos, debater, discordar e nos confrontarmos, conscientes de que era essa a receita para o nosso crescimento, nossa superação e nossa emancipação. Vou sentir muita falta de tudo isso e já sinto saudades de vocês todos que estão recebendo esse e-mail.

Antes de me despedir, faço questão de deixar bem claras minha versão sobre os últimos acontecimentos e minha visão sobre tudo o que está acontecendo nesse universo que se apequena - mas que ainda nos é comum. Desde a minha demissão muita coisa vem sendo dita, escrita e divulgada com base em suposições, deduções e inferências, ambiente de boataria que se constrói sem consulta direta aos envolvidos e que se beneficia do poder genérico das palavras para criar um clima de conveniência. Muito se falou sobre a minha demissão, mas foram poucas as pessoas que se mostraram dispostas a ouvir o demitido e ouvir quem o demitiu - erro grave para uma comunidade que se propõe a formar e a formar-se jornalista.

Em primeiro lugar, as circunstâncias formais da minha dispensa: fui demitido do Ielusc sem justa causa, por decisão unilateral do patrão, na tarde de 7 de julho de 2010. Assinei nesse mesmo dia - em frente ao Sílvio Melatti e ao pastor Leandro Otto - o aviso prévio do empregador para dispensa do empregado redigido e assinado de antemão pelo sr. Waldemar Lorentz, dos recursos humanos, e com ele deixei minha carteira de trabalho. Faremos a homologação da rescisão de contrato na sede do sindicato no dia 27 de julho, às 14h30, e é isso que existe formal e objetivamente sobre a minha demissão. Qualquer um que já tenha sido demitido e conhece um pouco os direitos e deveres do trabalhador nessa hora sabe que essa é uma demissão decidida pelo empregador, que se responsabiliza em garantir ao empregado todos os direitos trabalhistas correspondentes, como aconteceu nas recentes demissões das professoras Lígia Zuculoto, Sônia Santos, Lara Lima, Lilian Muneiro e Roberta Meyer. Não houve, decididamente, o sugerido "acordo entre as partes" - a não ser que vocês chamem de "acordo" uma parte envolvida na demissão entrar com o pé e a outra com a bunda - e também não "pedi para ser demitido", como informa a manifestação imprecisa do professor Melatti ao inaugurar seu twitter. Tivesse eu pedido para ser demitido, essa seria uma dispensa voluntária e não uma demissão sem justa causa. Nem coordenação nem direção têm qualquer documento que sequer sugira um pedido de demissão da minha parte mas, pelo contrário, poderiam fornecer todos os outros papéis que registram, jurídica e oficialmente, a opção arbitrária do Ielusc em me demitir.

É certo, repito, que essa é uma situação bastante vantajosa para mim e que fiz questão de deixá-la clara ao coordenador Sílvio Melatti quando, no dia 6 de julho, decidimos que eu lecionaria Estética & Arte e Jornalismo Cultural nesse semestre, completando 10 horas de trabalho semanais com duas orientações de monografia em Jornalismo. Disse ao Melatti, nesse dia, que uma demissão seria boa para mim, pois poderia me dedicar exclusivamente às minhas prioridades de doutorado e esperar uma eventual bolsa de estudos com a tranquilidade assegurada pelas verbas rescisórias. Nesse mesmo dia, fui chamado à conversa pelo pastor Leandro Otto para falarmos sobre a minha decisão de não orientar mais monografias de Publicidade e Propaganda em função da demissão da Sônia, da dispensa e do corte de horas dos meus colegas e da minha insegurança e desânimo com relação aos rumos que a direção estava dando ao curso. Mesmo me declarando entusiasmado com as disciplinas, os alunos e os colegas de Jornalismo, eu e o pastor fomos bastante claros sobre a nossa falta de confiança mútua e, em razão disso, ele afirmara que "ficava muito difícil" manter-me no quadro de professores e que "discutiria com meus coordenadores e com a direção a viabilidade da minha permanência no curso". Dispensou-me e, em seguida, conversou com Melatti e Scalco. Ao fim dessa reunião, Mellati falou comigo, acenou-me com a proposta de lecionar apenas Jornalismo Cultural e completar minhas 10 horas com seis orientações de monografia - opção que eu recusei por julgar mais conveniente continuar com mais uma disciplina em sala (Estética & Arte) e duas orientações em Jornalismo. Reafirmei que o melhor para mim ainda seria ser demitido, embora soubesse que isso não seria o melhor para o curso e que minha dispensa poderia incentivar ainda mais críticas à maneira com que o Ielusc vem lidando com a crise no curso de Comunicação Social. Melatti disse que levaria minha posição ao pastor Leandro Otto e que me informaria a respeito de qualquer decisão, coisa que fez dentro de uma ou duas horas depois, por telefone: a direção, disse ele, havia escolhido manter-me no curso com 10 horas semanais (duas disciplinas e duas orientações) e informado que se eu quisesse sair da faculdade, que pedisse demissão.

Não pedi demissão. A ideia de alternar a terça e a quarta-feira de estudos em Porto Alegre com a sexta-feira e o sábado de aulas em Joinville - lecionando a disciplina de Jornalismo Cultural que eu vinha polindo ao longo do semestre - me agradava bastante e era com ela que tanto eu quanto Melatti lidávamos até o meio-dia da quarta-feira, dia 7, quando recebi dele um telefonema avisando que o pastor Leandro Otto queria reunir-se conosco às 14 horas. Até o momento dessa reunião, nem eu e nem o Melatti sabíamos que eu seria demitido: o próprio Melatti defendeu minha permanência no curso durante as conversas com a direção no dia anterior e pactuara, com ela, minha permanência, minhas atribuições e minha carga de trabalho para o próximo semestre. Em breves minutos, o pastor disse que havia conversado com o diretor Tito Livio naquela manhã e que decidiram "encerrar o contrato de trabalho" comigo em virtude da conversa que tínhamos tido na terça-feira, dos planos da direção para o curso de Comunicação Social e - vejam só - de uma alegada liberdade que me estaria sendo concedida para decidir se "ficaria lá ou aqui". Sacou da gaveta três vias do aviso prévio do empregador para dispensa do empregado, pediu que eu as assinasse e me encaminhou ao sr. Lorentz, qua sabia desde cedo da minha demissão e já havia, inclusive, conferido meu saldo de FGTS e calculado por alto as minhas verbas rescisórias. Quem deu a notícia da minha demissão em tons bastante elogiosos deve ter sido o Felipe, com quem eu havia conversado antes e logo depois da tal reunião de quarta.

Em segundo lugar, me sinto no dever de comentar a crise que ronda o Ielusc, o ambiente que tal crise fomenta e as relações dela com a minha demissão. Mesmo que o melhor dos cenários para mim passasse por uma demissão - e pelas consequentes indenizações monetárias - do Ielusc, seria muita ingenuidade ou má intenção de quem quer que fosse desvincular minha dispensa do quadro de crise, considerando-a não um sintoma das posturas gerais da direção mas, quem sabe, um favor, uma caridade ou um "acordo entre as partes" que me beneficiaria. Pelo contrário: a decisão de me demitir coube unicamente ao Ielusc, não houve acordo nenhum e não é do feitio da instituição fazer caridade ou beneficiar professores nas rescisões de contrato. Mais do que conveniente para mim, a demissão é conveniente para a direção do Ielusc, que se livra antecipadamente de um professor que, num futuro próximo, seria fonte de problemas e objeções. O Ielusc não costuma dispensar com indenizações polpudas os professores que saem para fazer seus doutorados ou para trabalhar em instituições mais sólidas. Meu doutorado e minha vontade de fazê-lo, nesse caso, surgem como argumentos convenientes para justificar mais uma demissão de professor com bom tempo de casa, bom salário e perfil de contestação - justamente no momento em que a direção divulgava que a onda de demissões finalmente se encerrara. Apesar do meu apreço pelo Melatti, creio que seus pronunciamentos na rede sugerem que minha demissão se deu exclusivamente porque eu a desejava e que, por isso, não tem absolutamente nada a ver com as outras demissões, com os cortes de salário e benefícios e com as ações arbitrárias que vêm sendo exercidas sobre o curso de Comunicação Social pela direção do Ielusc. Não o condeno por dizer o que diz e até me solidarizo com ele nos seus esforços de resguardar a qualidade do curso, mas vejo antes nessa postura muito mais a preocupação do coordenador que precisa sustentar publicamente a posição e os valores da direção do que propriamente a fala daquele colega de profissão comprometido com o curso, lúcido ao situar-se no contexto de problemas que atravessamos ou consciente de todas as etapas de discussão e enfrentamentos que cumprimos até "encerrar meu contrato de trabalho".

É gritante o fato de que minha demissão se encaixa perfeitamente no momento e nas características das dispensas daqueles professores que geram mais despesa à instituição com mais tempo de casa, com maiores salários e com acúmulo de benefícios como triênios e horas de trabalho em projetos de pesquisa e extensão - no meu caso, a Revi. É de conhecimento de todos que sou daqueles professores que não engoliram o discurso da crise e que se manifesta abertamente contrário à divisão dos prejuízos e das responsabilidades decorrentes dela com o corpo docente e discente do curso de Comunicação Social. É fácil imaginar que se não fosse esse clima de insegurança, desestímulo, arbitrariedade e falta de transparância abater-se sobre os professores e alunos, minha disposição e meu comprometimento para o traballho seriam outros. É lógico deduzir, por fim, que se essa prática do corte sistemático de cabeças não estivesse em vigor, a suposta decisão de dispensar-me apenas porque era esse meu desejo não seria tomada. A demissão, enfim, vem em meu benefício e atende meu desejo, mas não é fruto de "acordo entre as partes" e foi decidida integralmente pela direção do Ielusc, a quem muito convém nesse momento. Ela se encaixa perfeitamente no plano de sucateamento e pauperização do curso de Comunicação Social, na lógica de que é preciso salvar antes os lucros do negócio do que a qualidade da instituição e no espírito de "Ielusc: ame-o ou deixe-o" que vem sendo alimentado desde a frustrante reunião dos professores com o pastor Leandro Otto no dia 28 de junho.

Dito isso, coloco-me agora à margem do processo que se desdobra dentro do Ielusc e que deve envolver, em clima de colaboração, professores e alunos que não aceitam e nem devem aceitar que os prejuízos das presepadas administrativas e financeiras sejam descontados nas áreas didática e pedagógica do curso de Comunicação Social. Essa margem vem sendo engrossada por ex-alunos, ex-professores e outros membros da comunidade que lamentam os rumos funestos e irreversíveis que estão sendo esboçados pela direção do Ielusc. São pessoas cuja trajetória de trabalho e cooperação democráticas ajudaram a construir a reputação desse curso e que, nesse momento, se solidarizam em contrariedade à sua nítida decadência. As falas produzidas fora da instituição só aumentam, mas até agora ninguém da diretoria do Ielusc se pronunciou publicamente para esclarecer razões, decisões e repercussões de um debate que já tarda.

Publiquem ou despachem essa carta da forma como julgarem correta. Meu e-mail e meus contatos ficam à disposição, como de costume. Um "tchau", por enquanto, é o suficiente: ainda nos veremos e nos falaremos mais.

Um abraço a todos,

Gleber Pieniz
Leia Mais